Camila Leães – fora da caixa

Camila Leães – fora da caixa

Camila e eu trabalhamos juntas em Porto Alegre, sempre foi super competente e determinada, sabe aquelas pessoas que você admira? Como o tempo seguimos por rumos diferentes!

Assim que comecei o blog,  tive vontade de entrevista-la,  tinha certeza que ela faria um texto com muita coisas para nos inspirarmos.

Hoje ela dá conta das multifunções de uma mãe fora da caixa, que trabalha com mil afazeres, mas curte muito o Santiago, menino lindo e cheio de vida.

Muito obrigada Camis.

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Eu, mãe fora da caixa…

Caixas sempre me incomodaram um pouco, no sentido de restringir ou impor as dimensões daquilo que eu poderia ser ou fazer. Desde pequena já procurava dar limites àqueles que gostavam de me impor alguns, porque no fundo sempre acreditei – e acredito – que tudo cabe pra quem tem vontade e vai à luta.

Quando fui mãe, aconteceu a mesma coisa! Senti um amor tão grande e transformador, que ciente da responsabilidade que estava aninhada no meu peito, me coloquei ansiosa desejando ser a melhor mãe, a mais presente, a que resolve e sabe tudo. Quanta tolice! Sentia uma “cobrança” interna, estimulada pela imagem de tantas progenitoras exclusivamente dedicadas às suas crias, que pensei que não conseguiria voltar a trabalhar e retomar a minha carreira profissional, que tanto me realizava. Como ser tudo aquilo que fantasiei se não estivesse integralmente ao lado daquela vida mais preciosa que a minha? E a culpa?

Refleti que talvez essa expectativa de ser uma boa mãe não deveria, obrigatoriamente, estar condicionada à dedicação exclusiva. Essa combinação poderia ser uma “caixa”, não é mesmo? E caixas nunca me serviram bem! Após os primeiros dias da volta ao trabalho, com o coração mais calmo depois da primeira separação, senti uma certeza e uma paz profunda de que a escolha de seguir com a minha vida profissional era a escolha certa. Para mim. Penso que viver outros papéis e me realizar em outras esferas me torna uma mãe mais interessante, com diferentes pontos de vista e com novos ingredientes para incluir na receita de educar uma pessoinha pra ser alguém tolerante, amável e feliz. Alguém de bem! Um alguém chamado Santiago.

Conversando com amigas, percebo que essas certezas são conquistadas por processos únicos, cujas fórmulas são tão exclusivas quanto impressões digitais. Dessa forma, cada mulher deveria olhar que “caixas” lhe cabem e quais não lhe cabem e fazer escolhas para que esse papel, de mãe (na minha opinião o mais importante) seja exercido com plenitude. Sem cobranças, sem culpas. Há cinco anos vivo o mais delicioso dilema da minha vida, com erros e acertos, mas sem grilos e nem caixas.

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Thaís Vilarinho

Mãe de dois meninos lindos Matheus e Thomás, Fonoaudióloga Clínica. Pratico corrida e Muay Thai. Adoro escrever, viajar, escutar música, ver um bom filme, sair e estar com a família e os amigos. Sou curiosa, adoro conhecer e aprender coisas novas.

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