A importância dos avós na vida dos netos

A importância dos avós na vida dos netos

Meus avós…Meus amores…Grande doce pedaço da minha infância e da minha vida! Como é bom termos o privilégio de conviver com nossos avós. Como essa convivência é importante para a vida dos nossos pequenos. Sei que infelizmente não são todos que tem esse privilégio pelo fato dos avós já terem partido dessa vida. Mas para as crianças que tem essa possibilidade penso que devemos incentivar essa convivência para que cresçam com esse amor tão delicioso na memória!

Escuto sempre minha mãe falar que é mil vezes mais gostoso ser avó do que ser mãe, e meu pai concorda! Minha sogra também já falou isso várias vezes. Por isso, parei para pensar nesse assunto outro dia. Acho realmente que faz todo o sentido vejam bem:

Avós não tem responsabilidade de educar, parte mais difícil de ser pai e mãe, fazendo com que a relação com os netos seja mais leve e prazerosa do que com os filhos, avós não tem o dever da rotina, que acaba nos estressando demais devido a correria do dia a dia com as crianças, avós aparecem quando tem vontade, fazendo com que o tempo com os netos seja só alegria e prazer, avós podem dar o doce ou o presente que quiser para eles pois avós não sentem a culpa que os pais sentem…entre tantas outras coisas.

Na verdade penso que como eles já passaram pela experiência de ser pais, tem mais leveza, mais tranquilidade e mais sabedoria na relação com os netos!

Dessa maneira se os seus filhos tem possibilidade de conviver com os avós faça essa convivência acontecer! Mesmo que você não tenha uma ótima relação com seus pais ou sogros, deixe seus filhos se relacionarem com eles pois é uma relação muito importante tanto para as crianças, quanto para os avós.

Segue meu depoimento sobre minha despedida dos meus avós, que me inspirou a escrever esse post! Espero que desperte em todos muito amor e vontade de fazer essa convivência acontecer!

Depoimento escrito em janeiro de 2014

“Estou passando por um importante aprendizado na minha vida! Sempre tive verdadeira paixão pelos meus avós! Tive os 4 até os meus 27 anos. No meu casamento os 4 estavam presentes e eu só pensava, que benção! Quando meu avô tão amado por parte de mãe, que sempre esteve extremamente presente na minha vida faleceu, eu comecei a vivenciar o início de um longo aprendizado.

Os três outros viram meus dois filhos nascerem, e tenho maravilhosas recordações de momentos que reuniram 4 gerações!

Há 1 ano e meio, meu avô por parte de Pai aos seus 96 anos, cheio de saúde e lucidez plena, partiu deixando um buraco enorme em uma família que ele comandava com muito amor!

A nossa maior preocupação na época, foi com a minha vó que viveu 63 anos ao seu lado!

Eu dizia para ela: – Vó ele está bem descansou! E ela falava para mim: – Minha filha 63 anos juntos você sabe o que é isso? E eu realmente olhava para minha pequena vida de 33 anos e pensava: Realmente não tenho idéia do que seja isso.

A melhor forma que encontrei para ajudá-la foi conversar com ela, deixar ela contar suas histórias e eu escutar feliz suas gargalhadas!

Bom, no fim de 2013 após uma deliciosa visita na casa da minha vó onde ela como sempre falou muito do meu vô e ficou feliz de me ver e ver meus filhos, ela resolveu partir durante a madrugada seguinte da noite da visita! Partiu tranquila como um passarinho!

Foi rápido demais, suas risadas do dia anterior ainda ecoavam dentro do meu coração!

E é esse momento que eu vivo agora ,de aprender a me despedir, me despedir da presença física de pessoas tão importantes na minha vida e que serviram de exemplo para a minha história!

Meus avós viviam na mesma casa praticamente desde que se casaram, ou seja, 63 anos. E parece que minha avó me repete o que falou sobre meu avô: – Foram 63 anos na mesma casa, você sabe o que é isso minha filha?

Hoje estive lá na casa dos meus avós até porque para me despedir deles tenho que me despedir daquele lugar!

A despedida é dolorosa porém necessária! Chorei muito ao sair pois assim que a porta bateu atrás de mim, percebi que um capítulo se encerrou na minha vida, meus avós por parte de pai partiram!

Entretanto depois comecei a pensar em tudo o que deixaram… Quantas recordações, quanto amor, quanta coisa aprendi com eles ali naquela casa!

Quanta simplicidade, quanta honestidade e com quanta força de vontade vi meus avós viverem a vida deles!

E esse, é o último ensinamento que eles estão me dando, que o amor e o valor de família é o que o ser humano deixa de mais precioso para os que ficam!

E é dessa maneira que eles se eternizam na minha vida e no meu coração!

Graças a Deus ainda tenho o privilégio de conviver minha vó por parte de mãe! Vou curtir sua presença cada minuto que estiver ao seu lado!”

 

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Thaís Vilarinho

Mãe de dois meninos lindos Matheus e Thomás, Fonoaudióloga Clínica. Pratico corrida e Muay Thai. Adoro escrever, viajar, escutar música, ver um bom filme, sair e estar com a família e os amigos. Sou curiosa, adoro conhecer e aprender coisas novas.

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46 Comentários

  1. Cristhiane - 2 de junho de 2015

    Chorei litros!

  2. Sandra - 2 de junho de 2015

    Adorei tudo o q li ,tbm convivi intensamente com meia avós , e os Amei muito.

  3. Lisete Andrade - 5 de junho de 2015

    Adorei ler toda essa experiência com seus avós. Me fez lembrar dos meus avós. Muito obrigada

  4. Andréa Ballardin - 5 de junho de 2015

    Uauuuu…..infelizmente não tenho mais meus avós. A minha avó materna faleceu há quase um ano com 94.
    Minhas filhas também não tem o prazer de conviver mais com os avós. Os quatro já partiram.
    Mas a vida é cíclica e se renova através dos nascimentos.
    Hoje, tenho o privilégio de ser avó de uma princesinha de 5 meses. E pode ter certeza…..Não existe maior amor nesse mundo. Quero ser para a Luiza metade do que as minhas avós foram para mim.

  5. Aurea celeste silva - 6 de junho de 2015

    lindo, emocionante.Parabens pela bela inspiração, e Deus!

  6. Rosana - 7 de junho de 2015

    A estória e lição foram bem passados á limpo!!! Tenho 55 anos!! Seria hipocrisia da minha parte “achar lindo, emocionante, etc!” Porquê, o meu avôs morreu quando meu pai tinha 02 anos de idade! A minha avó paterna viveu até 74 anos, não gostava de alguns dos netos, isso incluia a mim!! O meu avô materno, morreu, eu tinha uns 05 anos, não me lembro muito dele!! Porém, a minha vó materna, conheci, gostava de mim e dos meus cinco irmãos! Mas, moravámos sempre longe dela, rara ás férias escolares que meus pais vinham passar junto a ela! Eu sou avó de cinco netos, filhos de um filho meu!! Não conheço nenhum! Porque 02 são filho de um mulher; E os três restantes tem uma mãe cada E o meu filho “pai” dessas crianças, nem conheçe, só tegistrou!! Como, me digam posso fazer o papel de AVÓ??

    • Thaís Vilarinho
      Thaís Vilarinho - 9 de junho de 2015

      Oi Rosana,
      Poxa que pena ter sido assim com seus avós. E que pena ser assim com os netos. Dificil mesmo saber como conviver com os seus netos mas talvez vc encontre uma maneira de conviver! Bjos com carinho Thaís

  7. Soraya - 8 de junho de 2015

    Mto lindo !!! Vc contando dos seus
    Avós eu revivi toda a minha infância e adolescência que passei também junto aos meu lindos avós maternos os meus avós paternos só conheci minha avó . Era libanesa e muito brava . Mto bom quem teve a oportunidade de conhecer e conviver com avó e avô . Eu serei avó em Janeiro de. 2016 . Nao estou vendo a hora !!! Vou ser coruja , vou curtir meu neto ou neta demais !!!

    • Thaís Vilarinho
      Thaís Vilarinho - 9 de junho de 2015

      Oi Soraya,
      Que bom que vai passar pela experiência de ser avó! E que bom que tem recordações dos seu avós! Vc com certeza vai curtir demais esse neto ou neta que está para chegar! Bjs com carinho Thaís

  8. Bruno - 8 de junho de 2015

    Caracas!!!
    Essas suas palavras me fizeram viajar no tempo, não convivi muito com meus avós paternos, mas com os maternos tenho muitas lembranças boas, e hoje faço tudo para meu filho ter com o que lembrar no futuro, as boas risadas, as brincadeiras, a convivência com os avós todos que estão aqui para passar experiências é muito amor verdadeiro.
    Parabéns pelas palavras

    • Thaís Vilarinho
      Thaís Vilarinho - 9 de junho de 2015

      Oi Bruno, Quem bom que as minhas palavras fizeram vc viajar no tempo! Tão bom ter lembranças do avó e que bom que seu filho convive com os avós! Bjos Thaís

  9. Maria da Graça Hort - 9 de junho de 2015

    Amei ler seu artigo.também tenho boas lembranças dos meus avos; tenho uma netinha
    que amo de paixão espero deixar boas lembranças a ela e outros que virão vô e vò é tudo.
    Bjos

  10. Thania - 9 de junho de 2015

    Lindo! Breve no futuro. Não existirá mas. Estão acabando com o conceito família tradicional formada por Deus.

  11. Celis - 11 de junho de 2015

    Convivi pouco com meus avós, os paternos não conheci, os maternos meu vô se foi qdo tia 7 anos, mas mesmo assim tem ótimas lembrança, minha vó materna convivi mais e lembro bem dos conselhos e das risada, é um doce , uma menina travessa de pele enrrugada. Adorei sei testo procuro presente na vida da minha neta, e sempre que poso levo minha mãe quero que ele lembre bem da bisa.

  12. alice - 12 de junho de 2015

    Parabéns,por uma pessoa sábia e aproveitar o melhor da vida, a família.bjs!!!

  13. Marta Stefanini - 12 de junho de 2015

    Thais, já eu te digo que você é uma pessoa privilegiada pois nem todos têm a oportunidade de viver e conviver assim com os avós, ainda mais com essa dissolução da família, que acontece hoje em dia. Realmente só as famílias que se mantém unidas podem proporcionar esse tipo de sentimento tão maravilhoso entre filhos, pais e avós. Espero que você também possa dar tudo isso a seus netos !!! Bjs e parabéns!!!

  14. Leticia - 13 de junho de 2015

    Que lindo, Thaís!!!
    E Q benção vc teve de conviver tanto tempo com seus avós e de seus filhos tb poderem conviver com eles.
    To lendo este post pq uma pediatra daqui de catanduva partilhou no face, fico feliz com o sucesso do seu blog.
    Parabéns! Bj

  15. Miriam - 13 de junho de 2015

    Curta mesmo… Tive o privilégio de conviver com minha bisa até os 13 e meus avós a vida toda… A última a partir, Vovó Lucila, deu-me a alegria inenarrável da sua presença até os seus 97 anos e meus 44… Saudades sempre…

  16. Vera Riella - 18 de junho de 2015

    Me emocionei com seu texto, Thaís! Conheci apenas o avô materno e a avó paterna, mas nunca tivemos mta aproximação e nem um relacionamento afetuoso, apenas respeitoso. Agora, aos 63 anos, tenho dois netinhos maravilhosos, um com 9 e outro com 11 anos.O amor que tenho por eles é imensurável e diferente do amor aos filhos, porque é mais leve e sem obrigações. Além disso, estou aposentada e posso me dedicar mais a eles. Pena que tiveram que mudar para outra cidade e a saudade é do mesmo tamanho do amor que sinto por eles!!!

  17. Vanete - 18 de junho de 2015

    Th aís ,muito lindo o que voçê escreveu, tenho duas netas lindas, são tudo para mim,Angelina e Gabriela,amo brincar com elas, e quando estão comigo, fico muito feliz,alegria da minha vida, as minhas filhas ,viverão um pouco de tudo isso que voçê viveu,foi uma infância muito feliz,boas recordações,um abraço.

  18. Raquel - 14 de julho de 2015

    Estou esperando meu primeiro filho, mas meu irmão tem um pequeno de dois anos e meio e uma bebeca de 6 meses. Minha mãe é toda dedicada com os netos. Embora tenha boa situação financeira, ela prefere criar os brinquedos dos netos com recicláveis. Faz casinhas, carrinhos, jogos, se dedica a procurar ideias na internet para entretê-los… Compra bastante livros e lê todos para os pequenos, quantas vezes for necessário. Faz horta em casa e os envolve no processo. A pequena só olha, mas o Nicolas pega pá, revira a terra, planta…. Antes dos dois anos ele já tinha tinha aprendido todo o alfabeto. Ela diz: “o melhor de ser avó é que eu tenho muito tempo para me dedicar aos meus netos. Quando vocês eram pequenos, eu não tinha tempo. ” Infelizmente meu filho não terá esse contato diário com a avó por morar em outra cidade, mas já imagino o quão feliz ele será no pequeno tempo que tiverem juntos…

    • Thaís Vilarinho
      Thaís Vilarinho - 15 de julho de 2015

      Que delícia de avó Raquel!!!! E olha seu pequeno é mesmo um garotinho de sorte com essa avó que vc vai dar pra ele!!! Bjos em vc e na sua mãe!Bjos

  19. Regina Magalhães - 23 de julho de 2015

    Sabe o que eu descobri sendo avó? Que será o último AMOR da minha vida!! Cada um que nasce, dou um valor, por que, com a maturidade, não dá para perder um minuto com besteira……. Curto desde uma trocada de fralda dos menores até a birra dos mais velhos!! Choro de dar risada! Respeito demais a educação dos Pais, não atrapalho nada mas nunca imaginei que sentiria esse amor incondicional novamente!! Que Deus proteja todos os netos de todas as avós!! Beijos

  20. Dirceu A Silva - 28 de julho de 2015

    Ser Avô(Meu querido Pai infelizmente partiu aos 28 anos)é ser agraciado por Deus duas vezes e costumo dizer aos meus amados Filhos que sou mais “louco” por meus Nétos que ´por eles,é véro,me é docemente inexplicável e eles entendem,alguns com uma ponta de ciume.Queria ter o poder de ser explicitamente “full time” para meus Nétos, mas as vezes até de onde nos devia unir, pouco se importa com este nosso presente e no talvez bréve futuro e na maldade mesquinha nos afasta desta dádiva proporcionada por Deus,o primeiro Avô, de todos nós,seus Filhos!

  21. Maria elta z.A.França - 4 de junho de 2017

    Pra mim foi uma surpresa o sentimento de ser avó.Eu nunca imaginava ser assim,pois nunca me lembro de ter recebido carinho dos meus 3 avós que conheci.Quando me tornei avó,me senti presenteada por Deus!!Um sentimento único!!!Em um momento que vc acha ter vivido todas as grandes emoções,vem esses seres tao encantadores que dão um novo sentido as nossas vidas!!!!Amo meus 6 netos!!!Gabriel,Guilherme,Sophia,Arthur ,Ana Beatriz e Caio!!!!

  22. Míriam - 22 de junho de 2017

    Que lindo texto! Retrata fielmente essa delícia que são os avós… para mim,também me deixaram muitas recordações boas e importantes ensinamenos.
    Hoje sou avó de uma linda menina de cinco meses, Manuela,e quero ser para ela pelo menos um pouco do que foram meus avós para mim…

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