E a gente escuta tanto julgamento

E a gente escuta tanto julgamento

E a gente escuta…

“Não pode dar o peito deitada.”

É porque eles não sabem do nosso cansaço!

“Não pode deixar dormir na sua cama.” É porque eles não sabem como já tentamos fazer com que eles dormissem na cama deles!

“Que absurdo chupar o dedo.” É porque ele não sabem como tentamos de todas as maneiras que eles não chupassem.

“Tem que deixar chorar no berço!” É porque eles não sabem como é difícil ver um filho precisando de aconchego.

” O parto tem que ser natural” É porque eles não sabem como queriamos ter conseguido e não deu para ser!

“Doce nem pensar.” É porque não foram crianças, só pode ser isso.

Não pode dar chupeta.” É porque eles não sabem como é difícil ser uma “chupeta humana” e não ter tempo nem de ir ao banheiro.

“Ninar no colo está fora de cogitação” É porque não sabem como tentamos fazer com que adormecessem no berço!

A sensação que temos é que sempre estamos fazendo algo errado.

Cuidado ao falar, você não sabe a história que tem por trás do que você diz ser errado.

A tão famosa culpa materna não é coisa criada na cabeça das mães e sim implantada na cabeça das mães pela sociedade que julga o tempo todo. Nunca se esqueça, ser mãe é instintivo e particular de cada mulher!

Só vamos nos livrar da culpa quando passarmos a ouvir mais nossos instintos e deixarmos a maternidade ser o mais natural possível, sem tantas regras, sem tantos certos e errados. Cada mãe faz o que é melhor para o seu filho. Cada mãe vive a maternidade a seu modo, e é dona das suas próprias escolhas e consequências.

Acredito que somente juntas e unidas conseguiremos desromantizar e humanizar o papel mais desafiador para uma mulher, ser mãe!

Texto: @maeforadacaixa

 

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Thaís Vilarinho

Mãe de dois meninos lindos Matheus e Thomás, Fonoaudióloga Clínica. Pratico corrida e Muay Thai. Adoro escrever, viajar, escutar música, ver um bom filme, sair e estar com a família e os amigos. Sou curiosa, adoro conhecer e aprender coisas novas.

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