Fabi Saba, uma mãe fora da caixa em NY

Fabi Saba, uma mãe fora da caixa em NY

Fabiana Saba, modelo e apresentadora de TV saiu do Brasil para viver em NY. Lá ela casou, estudou psicologia e se tornou mãe de duas meninas. Eu, particularmente, adoro saber como é a vida de quem mora fora. Nessa entrevista ela conta da sua vida de mãe e de como é morar em NY com a família.

Fabi,

Você é uma leitora muito querida amo seu lifestyle e sua maneira fora da caixa de levar a vida! Siga em frente com o seu projeto dos vídeos para as mães!

Bjos com carinho,

Thaís

MFC: Você é casada a quanto tempo? Teve as meninas logo ou curtiu um pouco a vida de casada só os dois?

FS: Sou casada a 11 anos. Eu curti um pouquinho a vida de casada, mas eu também já namorava a muitos tempo. Depois quando eu tentei engravidar demorei 1 ano e meio para conseguir, ai curtimos mais um pouquinho a vida de casados sem filhos.

MFC: A quanto tempo mora em NYC? Porque decidiram morar por ai?

FS:Eu moro em Nova York (dessa última vez que mudei para cá), faz 13 anos, eu mudei para cá para ficar com o meu marido porque ele é daqui. Eu namorava com ele antes de eu voltar para o Brasil para fazer o programa.

MFC: Como foi o primeiro impacto da maternidade na sua vida? O que mais te surpreendeu?

FS: Quando a gente vira mãe: primeiro que tudo começa a fazer sentido na vida, e segundo que tudo não faz mais sentido também, rsss. É uma contradição. Acho que a gente fica mais humilde porque percebe que nada mais está nas nossas mãos.

MFC: Você imaginava a maternidade diferente do que ela é? Qual a diferença da maternidade que você imaginava e da maternidade real?

FS: Eu imaginava completamente diferente. Eu imaginava que ia ser uma mãe cheia disso, daquilo, ia fazer isso, ia fazer aquilo. E pensava: Como a mãe faz isso e dá doce para a criança? Mas ai, quando fui mãe nossa, descobri que não existem tantas regras assim, que a gente faz o nosso melhor e pronto, e que o resto a gente vai indo como dá. E com o segundo filho então, a gente descobre que realmente temos que escolher nossas batalhas, e que cada mãe tem a sua batalha, e que a gente, verdadeiramente, tem que respeitar que cada família escolhe a batalha que dá certo para si, e que não tem uma fórmula.

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MFC: Sei que a vida ai nos EUA tem suas facilidades, mas em casa não tem ajuda como aqui no Brasil. Como lida com isso? É tranquilo?

FS: Pois é, aqui nos EUA tem mesmo várias facilidades. É fácil pegar o metro com as crianças. As crianças aprendem a ajudar a gente desde pequenas em casa. Mas não tem mesmo a ajuda que as mães tem no Brasil, nem da família nem uma ajuda de alguém que a gente contrata para trabalhar em casa. mas eu acho tranquilo, me viro super bem com as crianças, elas me ajudam, a mais velha me ajuda com a pequena. As mães que eu convivo também me ajudam. Às vezes tenho que buscar uma delas e a outra fica brincando na casa de alguma amiga. E bem tranquilo, as vezes eu fico meio doida cansada, mas é a vida de mãe mesmo. O que eu tenho saudade do Brasil é de ter primos e tias por perto. Tenho o meu irmão e a minha cunhada na Filadelfia que vem sempre pra cá. Mas sinto muita falta da minha mãe por perto, aquela coisa de vó criando. Ela passa bastante tempo por aqui, mas sinto falta dela. Mas é tranquilo, mãe se vira, não tem outro jeito!

MFC: Eu acho que essa questão de não ter funcionária em casa acaba aproximando mais a família e fazendo com que cada um faça a sua parte. É mesmo assim? Como é com vocês?

FS: Eu tive durante um tempo uma moça que me ajudou. O nome dela era Julia, ela era maravilhosa. Eu tive a Julia quando fiquei grávida da segunda por uma questão de logística. Não era como é no Brasil, era somente um tempo durante o dia e sé durante a semana. Ela me ajudou muito por eu não ter família perto e precisar por essa questão logística mesmo. Foi muito bom, até para eu poder passar mais tempo separada com cada criança. Dai as meninas crescerem e a Julia teve que mudar de cidade, e eu acabei ficando de vez sozinha com as meninas. Eu concordo que você acaba ficando cada vez mais próximo da família quando não se tem alguém fazendo tudo por você. Mas não acho que é tão assim, acho que depende de como você faz uso da pessoa que trabalha para você. Se você tem uma funcionária em casa que te ajuda ok, a Julia era isso, ela me ajudava e para mim foi ótimo. Ela era super companheira, eu amo ela, ela ama minhas crianças mas me ajudava e não criava minhas filhas. O problema não é ter ou não alguém, mas o que esse alguém vai fazer dentro da sua casa. Mas vou te falar, na questão da família, mesmo quedo eu tive alguém não tinha ela a noite ou de manhã cedo e nem nos fins de semana. Isso fez com que o meu marido sempre participasse bastante, é muito gostoso ver a ligação que ele tem com as meninas. Sempre acordou de madrugada, dava uma força de manhã, colocava elas para dormir e isso fez com que ele, realmente, se conectasse com as meninas.

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MFC: Pra você, quais são as vantagens e as desvantagens de criar filhos fora do Brasil?

FS: A vantagem é a segurança. Quando estou no Brasil fico um pouco insegura de sair com as crianças a pé, de metro, a noite como eu faço aqui. Essa questão da facilidade de se locomover em NY é ótima, porque é tudo rápido, super fácil. Da para as crianças fazerem várias atividades durante o dia. Elas vivem nos parquinhos (tem um em cada esquina) brincando com as amigas. É muito gostoso. Eu não tive filhos no Brasil então não posso falar, mas a maior desvantagem de não estar no Brasil é não ter a família grande assim como eu tinha. Indo para casa da minha vó sempre, cheio de primo por perto.

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MFC: O que te faz feliz fora a maternidade? Pra você, qual a importância da mulher fazer “coisas” (ter vida própria) fora a maternidade?

FS: Fora da maternidade me faz feliz sair com o meu marido, namorar, ir no cinema, ter minhas amigas. Estou querendo voltar a estudar psicologia infantil que é uma coisa que eu gosto muito. Eu acho importante a mulher ter vida própria, fora a maternidade, acho importante até para as crianças. A gente chegar em casa e ter outro assunto é muito bom, chegamos até mais pacientes com os filhos quando estamos felizes em outras áreas da nossa vida.

MFC: Você segue trabalhando? O que tem feito?

FS: Eu sigo trabalhando mais ou menos. Eu levanto fundos para uma associação no Brasil que chama Associação Saúde Criança. Eu trabalho muito na escola das crianças, sou representante de classe, faço várias coisas por lá. Estudo algumas coisas de Psicologia, me formei aqui, quero trabalhar com isso. Faço vídeos quando dá. Quero fazer vídeos para mães. Não vídeos para ensinar a ser pai e mãe porque acho que, na verdade, ninguém sabe. Quero fazer vídeos sobre ajudar pais e mães a criarem filhos que tenham compaixão, criar bons seres-humanos. Vamos ver quem sabe?

MFC: O que você faz para manter o casamento feliz nessa correria e rotina de mãe?

FS: Primeiro é que eu amo o meu marido e eu sei que ele me ama. Isso faz nós fazermos o esforço, fazermos o trabalho do casamento. Por isso a gente se esforça para sair, para namorar. Não para balada, que eu não consigo mais porque acordo super cedo rsss. O mais importante de tudo: a gente não briga sobre a educação das crianças, tentamos sempre estar na mesma página, a gente conversa antes sobre o que achamos, não discutimos na frente das crianças. O segredo é conversar com o parceiro e não ter o ego no meio. Ele é meu melhor amigo e isso faz toda a diferença.

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MFC: Sobre NYC

Dica bacana de restaurante para ir com as crianças: Minhas filhas amam o Benihana.  Porque eles fazem a comida naquela mesa, tem o fogo, elas amam.

Dica bacana de passeio com crianças: No verão com criança até uns 8 anos, para quem gosta de bagunça, eles montam um parque de diversões em um parquinho dentro do Central Park que chama Victoria Gardens. Cansa para os pais rssss, mas a criançada ama!

Dica de um restaurante bacana para namorar: O Blue Hill é super legal.

Dica bacana de um lugar para badalar: Ultimamente só faço balada em casa mesmo rssss.

Melhor hamburguer da cidade é o: Eu não como hambúrguer, como carne, mas não hambúrguer. Sei que todo mundo fala que o Shake Shack é o melhor da cidade.

Seu bairro favorito é…. West Village, adoro andar por lá!

Dica de loja bacana e com preço acessível para comprar roupas para as crianças: Bitz Kids  é uma loja super bonitinha, tem roupas bacanas e preço legal, para quem gosta de roupas mais caras eu gosto da Lesters, e tem a H&M que tem o preço bacana e  coleção está linda!

Dica de loja bacana e com preço acessível para comprar roupa para nós, mulheres: Eu adoro da Olive & Bette’s. Não é tão caro mas também não é barato. E tem umas roupas super bacanas para quem gosta de jeans e camiseta, que é o que eu uso.

O que você mais ama em NYC? Que a gente pode ser a gente mesmo, pode estar de qualquer jeito, de jeans e chinelo, ou super arrumada e está todo mundo tranquilo. Isso dá uma segurança para sermos nós mesmas. Para quem está criando os filhos isso é super importante! Saber que eles não tem que pertencer a nenhum grupinho. Saber que seus filhos vão ser criados sendo eles mesmos, com uma identidade forte. Eu gosto bastante disso.

O que não gosta em NYC? Estar longe da família e o inverno, eu não gosto de inverno.

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Thaís Vilarinho

Mãe de dois meninos lindos Matheus e Thomás, Fonoaudióloga Clínica. Pratico corrida e Muay Thai. Adoro escrever, viajar, escutar música, ver um bom filme, sair e estar com a família e os amigos. Sou curiosa, adoro conhecer e aprender coisas novas.

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