Educando meninas e meninos

Educando meninas e meninos

Essa semana assisti a uma palestra, realizada pela parceria da Awake com a DikaKids. Quem ministrou foi o psicanalista Dr. Luiz Alberto Hanz, que dá cursos na Casa do Saber. Ele falou sobre educar meninos e meninas. Achei a palestra super interessante, esclarecedora e atual.

Vocês sabiam que quanto mais neutralizarmos as diferenças entre os gêneros feminino e masculino, criaremos meninos e meninas que serão homens e mulheres mais felizes e educados? Como assim?

É o seguinte: Culturalmente existe um estigma muito forte sobre as diferenças do sexo masculino para o sexo feminino. Os homens são vistos como mais quietos, objetivos e pouco sentimentais. Já as mulheres são mais falantes, pouco objetivas e muito sentimentais. Tendo isso em mente, nós pais, muitas vezes aceitamos, por exemplo, que um filho não queira falar sobre o que aconteceu no seu dia na escola e que uma filha faça drama por pouco. Aceitamos pois, temos essa idéia da diferença entre os gêneros muito forte dentro e nós. Entretanto, para criarmos bem meninos e meninas, não podemos deixar que o mau comportamento seja justificado pelo gênero da criança. Na verdade, o que temos que fazer é o oposto. Em vez de aceitar as características de cada gênero, devemos estimular os meninos a se comunicarem mais e se preocuparem com o próximo. E às meninas, incentivar a controlar melhor seus sentimentos e a ter força de vontade para correr atrás dos seus sonhos.

Já com relação a essa diferença de gêneros, quando os filhos começam a descobrir a sexualidade, a dica é orienta-los em relação ao domínio do corpo. Sempre na base de muito diálogo, devemos ensiná-los a ter responsabilidade e consciência sobre o próprio corpo. E fazê-los entender que são responsáveis por cuidar do próprio corpo com respeito a si e ao outro. Meninas não precisam e não devem usar o corpo para agradar o outro, ou para provar amor. E meninos não necessitam mostrar sua masculinidade através de gestos que não sejam espontâneos ou desejados por eles. Se ajudarmos os nossos filhos na formação da vontade, estaremos contribuindo para que eles não se tornem vítimas dos sentimentos e sim donos de seus atos.

Tentar normalizar as distorções de gêneros foi uma das coisas mais interessantes que ouvi nos últimos tempos com relação a educação. As crianças que forem educadas assim, com certeza serão adultos mais felizes! Adultos que serão capazes de olhar o outro com respeito. E com isso saberão entender e expor seus sentimentos, correndo atrás dos seus sonhos e não sendo vítimas da vida.

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Thaís Vilarinho

Mãe de dois meninos lindos Matheus e Thomás, Fonoaudióloga Clínica. Pratico corrida e Muay Thai. Adoro escrever, viajar, escutar música, ver um bom filme, sair e estar com a família e os amigos. Sou curiosa, adoro conhecer e aprender coisas novas.

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4 Comentários

  1. zilda - 13 de junho de 2014

    Estava esperando por esse feedback… não pude ir. Acho o dr. Hans excelente na orientação objetiva de como conduzir a educação dos nossos filhos. Obrigada, Thaís!!! Bjs.

  2. Marcinha - 17 de junho de 2014

    Uma das coisas mais interessantes que eu ouvi tb. Muito bom qdo temos essas informações, Tha. Agradeço por compartilhar aqui. Nunca pensei por esse ângulo, começarei a “policiar” minhas atitudes com Pedroca. Sempre fiquei bem atenta pq sei da diferença educacional entre meninos e meninas e não quero que o guri seja educado assim. Na minha casa, meu irmão tinha e podia tudo e nos, as meninas, nada. Quero fazer valer o que aprendi com essa situação e esse post só fez aumentar ainda mais o meu entender sobre o assunto. Tks, gata!

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