Fabi Nigol, a bordo no Mãe Fora da Caixa

Fabi Nigol, a bordo no Mãe Fora da Caixa

Pense em uma vida de sonho, pense em uma mãe fora da caixa, pense em uma família que tem uma rotina fora dos padrões. Por essas e outras questões resolvi ir atrás da Fabiana Nigol para uma entrevista aqui no blog. Fabi é mãe da Isabelle Nalu do programa “Nalu a bordo” (que eu amo!!!). O programa passa no canal OFF. A família transformou as grandes paixões: viagens, mar, surf, câmera em trabalho. Ela, cinegrafista, e o marido Pato Teixeira, surfista viajam com a filha desde que ela era bebezinha.

Fabi, mãe, empreendedora e Fora da Caixa conta pra gente um pouquinho da sua história! Inspirem-se!

MFC: Antes de ter a Nalu como era a vida de vocês? Sempre viajaram muito?

FN: Sempre viajamos bastante, como o meu marido é atleta profissional, surfista, viajamos sempre em busca das melhores ondas pelo mundo. Eu comecei a gravar as sessões dele para os patrocinadores e quando percebi, me tornei uma cinegrafista profissional.

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MFC: Como foi a descoberta da gravidez? Foi algo esperado ou meio surpresa?

FN: Foi planejado mas não imaginávamos que seria tão rápido. Ficamos surpresos mas felizes! Estávamos no Tahiti, hospedados na casa de uma família tahitiana. Em um jantar a “mama” disse para o Pato que ele iria ter um bebê, pois ela tinha visto uma marca nos olhos dele. Ficamos intrigados e pensamos que poderia ser possível. tive uma vontade incontrolável de comer o prato típico do Tahiti, possion cru, a suspeita só aumentou. Dito e feito, fiz o teste e estava grávida de 4 semanas.

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MFC: Quando você estava grávida já imaginava que continuariam seguir a vida viajando mesmo com uma bebezinha?

FN: As pessoas sempre nos desanimavam quanto a isso… nos colocavam medo, diziam que mudaria nossa vida e que teríamos que parar de viajar. Decidimos que ela sim, se encaixaria no nosso estilo de vida, e é assim até hoje.

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MFC: O que mais te surpreendeu na maternidade? O que foi mais difícil nas viagens com ela bebezinha?

FN: Ser mãe é difícil, todos me contavam a parte boa e tivemos dificuldades sim! Quanto a amamentação, tipo de leite, a Bela era um bebê que dormia pouco e nós sempre sozinhos, sem os pais para ajudar, babá ou escolinha. Ela adora viajar, e desde bebê se portou muito bem em aviões, diferentes países, fuso horário e alimentaçåo. Para mim foi bem mais fácil criar ela viajando, sempre mostrando coisas novas, pessoas e amigos pelo mundo. Sinto dificuldade quando estou em casa, no Brasil. A rotina me incomoda e sempre criamos alguma coisa para fazer.

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MFC: Você com certeza é uma mãe fora da caixa. Empreendedora conseguiu encaixar sua profissão no estilo de vida que leva. Conta um pouco pra gente do seu trabalho como cinegrafista. É você que atualiza o blog? Como consegue se organizar com tantas funções?

FN: Como eu disse antes, foi por acaso. Comecei a filmar as sessões de surf do meu marido e quando vi estava sendo contratada pelos canais esportivos para filmar campeonatos, filmes e vídeos. Fizemos um filme chamado Nalu, que significa onda em havaiano e é o segundo nome da Isabelle. Daí surgiu o convite para gravarmos um reality show da nossa vida. Isabelle tinha 2 anos e aceitamos o desafio. Nós 3 pelo mundo e uma câmera na mão, muitas vezes revazando com mamadeiras e colo. Estamos na décima segunda temporada de programa. Até a oitava éramos só nós 3. Hoje em dia temos sempre, pelo menos, 1 câmera com a gente, pois as cenas de família estavam complicadas para fazermos sozinhos. Eu tento fazer tudo, atualizar nossa mídia social, gravar, brincar com a Bela, dar atenção ao marido, cozinhar, ensinar a Isabelle quando estamos fazendo o homeschool. É cansativo, mas gratificante.

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MFC: E a idéia do programa, veio de quem?

FN: Fomos convidados pelo Guilherme Zattar do canal Multishow.

MFC: Uma curiosidade: Como faz com os estudos da Nalu nas viagens?

FN: Ela frequanta escolas e fazemos homeschool quando estamos no barco. Ja estudou no Brasil, Chile, Indonésia e Hawaii. No momento terminamos as gravações em Fiji e terminamos também o terceiro ano. Estamos no Hawaii onde ela iniciou o quarto ano aqui. O cronograma é diferente do Brasil, o ano letivo se inicia em agosto e achamos melhor começarmos aqui para que ela não perdesse um semestre no Brasil.

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MFC: Em média quanto tempo passam fora e quanto tempo passam em casa?

FN: Geralmente passamos 3 meses ao ano no Brasil e o restante viajando e gravando.

MFC: Penso que tantas viagens deve unir demais a família não é? O que você acha que o estilo de vida de vocês trouxe para a vida da Nalu?

FN: Sim, somos muito unidos, no momento está sendo bem difícil ficar longe do pai que está no Brasil terminando o programa de tv e renovando contratos. Parece que falta algo. Por mais que o Havaí seja lindo, não estamos felizes por completo. Acho que a Isabelle compreende mais as pessoas, não vê diferenças, nem classes sociais, sabe se relacionar muito bem com qualquer pessoa, de qualquer idade. Ela fala inglês e espanhol fluente e adora fazer amigos. Se tornou uma menina com jogo de cintura, enfrenta desafios e problemas quando surgem com mais facilidade que nós, os pais. Gosta de aprender e se interessa por novidades.

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MFC: Pensam em algum momento parar mais em casa?

FN: Sempre pensamos nisso… mas quando ficamos parados por um tempo logo nos perguntamos: Para onde vamos agora?

MFC: Conte pra gente algum momento inesquecível desses anos de viagens.

FN: Um momento inesquecível foi quando vimos os animais soltos na savana na África do Sul. É lindo, e nos trouxe um sentimento único em ver e viver um momento natural, nada criado pelo homem, assim como sempre foi, com a lei do mais forte e a lei da selva imperando. A liberdade é demais! Mas cada viagem tem seu momento, seu aprendizado, sua lição, sua história e imprevistos. E é por isso que amamos viajar!

Jogo rápido:

Cidade preferida: Cidade do Cabo – África do Sul

Destino mais exótico: Indonésia

Praia preferida: Waimea, na Ilha de Oahu/Hawaii

Cultura mais marcante: San Blás, Panamá

Povo mais acolhedor: Fiji

Melhores ondas: Teahupoo no Tahiti.

Lugar mais lindo que já estiveram: Tikehau – Polinésia Francesa

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Thaís Vilarinho

Mãe de dois meninos lindos Matheus e Thomás, Fonoaudióloga Clínica. Pratico corrida e Muay Thai. Adoro escrever, viajar, escutar música, ver um bom filme, sair e estar com a família e os amigos. Sou curiosa, adoro conhecer e aprender coisas novas.

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10 Comentários

  1. Silvia - 26 de outubro de 2016

    Adorei a entrevista! Faltava ela mesmo! Fabiana Nigol , típica mãe fora da caixa. O programa é inspirador e delicioso e a família nota 10! Parabéns!

  2. Rosane - 26 de outubro de 2016

    Que entrevista gostosa de ler, tem tempo que acompanho a família Nalu pelo programa e a pouco pelas redes sociais tbm. Que vida incrível, com certeza enftentam dificuldades como todos nós, mas fica claro o amor e a união dessa família e isso que no fim importa.

  3. Sandy Liberati Amichi - 26 de outubro de 2016

    Sigo essa família faz tempo. Muito bom acompanhar vcs. Fabiana está de parabéns, se não fosse a coragem dela, acho q esse programa nem existiria. Não é qualquer mulher que se dispõe a viajar pelo mundo com um bebê. Me recordo de uma entrevista que li dela uma vez , contando um sufoco que passou uma vez para fazer uma papinha para a bela kkkkk. Deus te abençoe querida e mais uma vez Parabéns pela família linda que vc tem. Continuo aqui acompanhando vcs. Bjs

    • Thaís Vilarinho
      Thaís Vilarinho - 27 de outubro de 2016

      Oi Sandy, tem razão também acho que se não fosse a coragem dela o programa não existiria! Tão bom que ela teve essa coragem e saiu da caixa né? Bjs

  4. Talitha - 27 de outubro de 2016

    Parabéns pela entrevista Thís. Achei ótima !!!
    Acompanho eles desde a multishow, com Nalu pelo Mundo, é agora acompanho pelo canal OFF com Nalu a bordo. De uma certa maneira acabamos nós sentindo parte da família, por ter acompanhado toda a evolução da belinha ( desde a barriga até agora) kkkkkkkkk
    Sou super fã dessa família, é acho inspirador a maneira de como eles criam a Belinha; sempre com muito amor e carinho é principalmente sem ” frescuras ” o que ultimamente não temos visto na famílias mais ” comuns”. Isso vai auxiliar é muito no desenvolvimento e crescimento dela. Esse estilo de vida deles, com várias pessoas e culturas diferentes, vai enrriquecendo cada vez mais tanto fisicamente quanto mentalmente a Belinha.

    Graças a Deus, também posso dizer que tenho uma mãe fora da caixa, é sou muito feliz em fazer parte de uma das poucas famílais consideradas ” diferentes” da nossa população (de forma positiva).

    Parabéens !!

  5. Michael rocha - 27 de outubro de 2016

    Não consigo imaginar vida melhor que esta, vontade enorme de proporcionar uma vida assim para minha família.

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