13 verdades sobre a maternidade que a Mônica vai te contar

13 verdades sobre a maternidade que a Mônica vai te contar

Mônica Salgado já deu um entrevista pra gente inesquecível (se não viu clique aqui)  sobre maternidade. Esses dias ela escreveu um post no seu Blog, dentro do site da Revista Glamour (Listas da Moni}, sobre 13 verdades que não te contaram sobre a maternidade. Achei muito interessante e sincero. Caramba, se eu tivesse lido essas verdades antes de ganhar bebê, as culpas e dúvidas que nasceram junto com o meu primeiro filho seriam bem menores. Espero que o post ajude muitas mães a saírem da caixa, e ter menos culpa!

Mô,

Obrigada por compartilhar seu post com a gente!

Bjos com carinho Thaís

 1. Seu parto pode SIM ser normal, ao contrário do que provavelmente seu médico quer fazer você acreditar. Todo mundo sabe que o Brasil é o país campeão de cesáreas do mundo – e eu senti na pele a força do “sistema” que conspira pra te convencer que você precisa encarar uma cesárea. É mais cômodo pro médico, mais rentável pros hospitais e planos de saúde, enfim… então tem todo um rol de desculpinhas clássicas que os caras usam.

 

2. Você não ama incondicionalmente seu bebê assim que o médico o coloca nos seus braços. Amor se constrói com a convivência. Sim, ele – o amor – vai crescer a cada dia até atingir níveis estratosféricos, mas isso vem com o tempo. Não se angustie idealizando esse amor maior que tudo nos primeiros dias/semanas/meses.

 

3. No início, quase não existe “troca” nessa relação. O bebê demanda, a gente atende. É uma relação, digamos, desigual. E isso pode gerar uma angústia monstra no nosso coração. É uma escravidão do bem. O bebê é um adorável parasitinha que nos suga. É lindo, porém exaure. É mais que ok se sentir confusa em meio a tantos sentimentos.

 

4. Dar à luz dilacera o corpo e a alma. Se sentir totalmente exposta – alma, mente, sentimentos – é bem normal. A gente fica carente, sensível, confusa, às vezes melancólica. Cadê aquela sensação de paz e plenitude que o pessoal “vende” por aí? Amiga, meu filho tem quase 5 anos e eu tô procurando até hoje.

 

5. Fator marido/pai da criança: como lidar? Mais até que trocar fralda e dar banho, o que de melhor eles podem fazer por nós é dar suporte emocional. É disso que a gente precisa. Saber que ele está lá pra cuidar, pra apoiar, pra acolher. E como a gente precisa de acolhimento, ulalá!

 

6. Dá um aperto no peito saber que a vida lá fora tá acontecendo e a gente está em casa, de pijama, amamentando de duas em duas horas. Parece idílico pra quem tá de fora: quatro meses em casa cuidando de um bebezinho, vivendo pra ele, sem se preocupar com nada além disso. Na real: eu sou superagitada, faço mil coisas ao mesmo tempo e senti uma inquietação interna, uma sensação de estar fora do mundo, não participando, dá pra entender? Pode ser algo bem típico das mães modernas, que são “ejetadas” da correria da vida pra viver outra vida, temporária, diferente de tudo. Não deixa de ser uma ruptura com quem você é.

 

7. Provavelmente você vai rever seu relacionamento com seus pais, especialmente com sua mãe. Ser mãe passa muito por revisar você como filha. Pode ser muito bom, mas prepare-se pra alguns percalços muito mais profundos que uma discussão sobre agasalhar ou não a criança.

 

8. Faça terapia já durante a gravidez e siga fazendo por um período. É um conselho precioso, acho eu. Não fiz e me arrependo muito.

 

9. O papel do pai é fundamental! Deixe este homem “entrar” na relação. No início (principalmente até 2 anos), não existe uma mãe e um bebê: existe uma mãe-bebê e um bebê-mãe. O pai é a figura que entra pra “triangular” esta relação, o que é muito saudável pra todo mundo.

 

10. O livro “Maternidade e o Encontro com a Própria Sombra”, da terapeuta argentina Laura Gutman, deve ser sua bíblia. Comecei a ler tarde, há cerca de seis meses, por indicação da Adri Bechara (mãe da Rosa, de 6 meses, e diretora de moda aqui da Glamour). Vale tanto! Tanta coisa vai fazer sentido pra você…

 

11. Quando seu filho fizer 2 anos, prepare-se pra uma mudança significativa. É quando o bebê se descobre enquanto indivíduo, e não como parte integrante da mãe. Aprendi isso no livro da Laura Gutman e tudo fez sentido pra mim. Meu Bernardo teve dificuldades pra dormir nessa fase, por exemplo. Segundo minha psicóloga, ele temia o sono, momento em que teria contato com seu inconsciente. Isso o assustava. Ele preferia ficar acordado comigo ao lado. Superamos juntos a fase, mas me marcou muito.

 

12. A maternidade é algo arrebatador, tá? Nada que você venha a viver se compara. É um marco da linha do tempo da nossa vida, que se divide em antes e depois. É a maior experiência de autoconhecimento que se pode ter, melhor que mil anos de terapia.

 

13. Apesar de tudo o que você leu acima, ser mãe é a coisa mais INCRÍVEL e MÁGICA do planeta. Por isso mesmo, cheia de idealizações, manuais e afins. Ajuda, sim, ler, conversar, trocar experiências… mas, no fundo, o que vale mesmo é você se ouvir. Posso falar? Você vai saber como fazer. É clichê, mas verdadeiro: ouça o seu coração e faça como sua intuição mandar. Vai dar certo.

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Thaís Vilarinho

Mãe de dois meninos lindos Matheus e Thomás, Fonoaudióloga Clínica. Pratico corrida e Muay Thai. Adoro escrever, viajar, escutar música, ver um bom filme, sair e estar com a família e os amigos. Sou curiosa, adoro conhecer e aprender coisas novas.

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