Maria Rudge fala sobre Maternidade

Maria Rudge fala sobre Maternidade

Maria Rudge, mãe do Otávio e do Miguel e que escreve com a irmã o blog www.lalarudge.com.br  deu uma entrevista super bacana para o mãe fora da caixa.

Maria,

Obrigada por aceitar o convite!

Muito legal ter você por aqui!

MFC: Sobre a maternidade: foi como você esperava? O que mais te surpeendeu?

MR: A maternidade foi muito mais do que eu esperava. Eu sempre sonhei em ser mãe, mas na hora que o meu filho nasceu e que eu peguei ele no colo foi uma emoção e uma alegria tão grande. Uma sensação que eu não consigo explicar, uma coisa que eu senti no fundo do coração. Me senti a mulher mais feliz do mundo. Me senti plena! Se o mundo acabasse naquela hora eu acabaria feliz. Melhor sensação que eu já senti na vida, superou todas as minhas expectativas.

MFC: Qual foi o impacto da maternidade na sua vida?

MR: O impacto da maternidade na minha vida foi total. Mudei meu jeito de pensar, mudei meu jeito de ver a vida. Dei mais valor para coisas que antes meus pais falavam para eu dar valor, mas de fato a gente só dá mesmo valor quando nos tornamos mães. Dar valor para as coisas pequenas da vida, que o que importa mesmo é só a saúde e nada mais. O nosso senso de família parece que aflora muito mais. a noção de amor triplica. Mudei tudo, toda a minha rotina, tudo o que eu fazia, a minha forma de pensar. Meus filhos estão em primeiro lugar! Antes eu perdia muito tempo fazendo as coisas. Hoje, se tenho que sair, resolvo o que eu tenho que resolver rápido para voltar logo para casa. A maternidade teve um impacto total na minha vida.

MFC: Quando viramos mães acabamos dando mais importância para as nossas mães não é mesmo? Seu relacionamento com a sua mãe mudou em algum sentido?

MR: Sem saber já respondi um pouco na pergunta anterior. Tudo o que a minha mãe falava e eu não entendia, agora que sou mãe eu entendo. Acho que a gente compreende nossas mães melhor e se dá até melhor do que antes. Quando eu estou com o meu filho cuidando de uma febrinha eu penso: Poxa minha mãe também fez isso comigo, passou noites em claro, fez tanto por mim e eu nem sabia. Assim como os meu filhos não sabem que eu estou fazendo isso por eles. Provavelmente quando eles forem adolescentes e eu falar sobre isso, eles vão dizer: ai que assunto chato mãe. Mas acho que quando eles forem pais eles vão entender. Só conseguimos entender certas coisas quando passamos pela experiência. Acho que o relacionamento com a minha mãe melhorou bastante. Hoje eu entendo muito mais ela do que antes de ser mãe.

MFC: O conceito “mãe fora da caixa” é ser uma mãe que cuida e educa os filhos mas que faz outras coisas que as façam felizes fora a maternidade. Para vc qual a importância de viver esse conceito?

MR: Ser mãe foi uma coisa que trouxe uma auto realização muito grande para a minha vida. Entretanto acho importante essa questão de ser uma mãe fora da caixa, temos que lembrar que existimos. Apesar da minha prioridade ser meus filhos, eu tiro um tempinho para mim, eu tiro um tempinho para o meu marido porque acho que tudo isso também faz parte da vida. Acho muito importante termos esses momentos só nossos. Acho que a gente volta até mais feliz, conseguimos ficar mais descansadas, com a cabeça melhor e voltamos morrendo de saudades. Por isso eu vou, faço coisas para mim, me cuido, tenho meus momentos. Vou no cabeleireiro, me arrumo, saio para jantar com o meu marido, vou ao cinema só com o marido de vez em quando e acho tudo isso super importante.

MFC: O que te faz feliz fora a maternidade?

MR: Olha, as coisas que me fazem feliz fora da maternidade é um cinema, sair para jantar com os amigos. Tudo o que acontece na minha vida sem os meus filhos é mais a noite, pois deixo eles dormindo (sei que não estão sentindo a minha falta) e consigo fazer as coisas mais tranquila. Meus programas são simples. Eu nunca fui muito baladeira, sempre fui muito caseira. Então para mim foi muito mais simples porque faz parte da minha personalidade ser mais tranquila. Acho que isso casou bem com a maternidade pois não sinto tanta falta de fazer coisas que pessoas que são mais baladeiras gostam de fazer. Acho que quando você é mãe, se é mais baladeira interfere mais porque isso briga com a realidade da maternidade. A minha realidade não briga tanto com a maternidade. O que eu gosto é de acordar tarde, então sábado e domingo eu me permito acordar um pouquinho mais tarde.

MFC: Como você concilia fazer as coisas que gosta e que precisa fazer com a maternidade?

MR: Para mim não é difícil conciliar porque eu amo tudo o que envolve a maternidade. Amo buscar e levar no colégio, gosto de ir no pediatra, porque sempre depois da consulta tenho um combinado com eles, fazemos um lanchinho. Eles sabem que depois do pediatra sempre tem uma farrinha. Enfim, eu acho que quase tudo da maternidade me dá prazer em fazer. Eu só não gosto daquelas noites terríveis de febre, criança acordando, eu acho super puxado. No dia seguinte parece que eu estou meio de ressaca. Ver eles doentes realmente me tira da casinha.

MFC: Em relação aos pais incentivamos a questão do pai cumprir com o seu papel, não deixando a carga toda com relação aos cuidados, criação e educação com a mãe. Falo muito que pai é pai e não ajudante da mãe. Na sua casa o seu marido divide funções com você? Você acha isso importante?

MR: Sou suspeita para falar, porque meu marido é um super pai. Ele não gosta de trocar fralda, mas ele é um pai que brinca muito (adora brincar de luta com eles), e quando precisa coloca a mão na massa também. Quando ele brinca com os meninos é ótimo porque dou uma respirada. Às vezes eu tenho que dar uma cobrada, mas quando eu cobro ele faz. Acho importante os dois participarem. Acho que não é só a qualidade do tempo que é importante, acho importante também a quantidade e a intensidade do tempo que passamos com os nossos filhos.

MFC: E vocês como casal após os filhos? O que fazem para não cair na rotina?

MR: Acho que o meu casamento é mais forte depois dos filhos. Nós temos uma ligação maior, uma conexão maior, uma responsabilidade maior, uma cumplicidade maior. Acho que por a gente gostar muito de ser mãe e pai fez bem, acrescentou bastante. Já estávamos casados há quatro anos e ter filho foi uma novidade boa. Uma vez eu escutei de um padre dizer que nós sempre temos que ter novidades em nossas vidas, então quando o casamento estava começando a cair na rotina nasceu um bebê. Ai tudo muda, depois mudamos de casa, em seguida tivemos outro bebê. Hoje em dia planejamos viagens, com os filhos, sem os filhos. Acho que sempre tem que ter algo “going on” sabe? Graças a Deus temos conseguido fazer isso. Mas é lógico que de vez em quando rolam umas briguinhas, principalmente quando os meninos estão doentes e acabamos ficando mais cansados. Às vezes discutimos um pouquinho com relação a educação. Mas acho que tudo super dentro do normal, super saudável.

MFC: O que diria para uma mãe que está prestes viver a maternidade?

MR: Diria que ela está prestes a conhecer o maior amor do mundo!

Jogo rápido:

Um cheiro: de bebê

Uma cor: branco

Uma saudade: deles pequenininhos

Uma emoção: o primeiro nascimento, carregar pela primeira vez o meu bebê

Uma viagem: Minha Lua de Mel, e a primeira vez na Disney com os meus filhos

Uma cidade: São Paulo

Uma mania: Organização, tenho T.O.C com organização

Uma ídolo: Meu pai, acho que ele é um excelente pai! Se eu pudesse fazer tudo igual a ele eu faria.

Um sonho: Ver a minha família completa (que eu acho que não está). Acho que ainda vem um novo integrante. Ver todos eles com muita saúde e ver os filhos dos meus filhos.

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Thaís Vilarinho

Mãe de dois meninos lindos Matheus e Thomás, Fonoaudióloga Clínica. Pratico corrida e Muay Thai. Adoro escrever, viajar, escutar música, ver um bom filme, sair e estar com a família e os amigos. Sou curiosa, adoro conhecer e aprender coisas novas.

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4 Comentários

  1. Zilda Drummond - 16 de junho de 2016

    Adorei a entrevista e concordo demais!!! Não é só qualidade!!! Precisamos dedicar tempo aos nossos filhos para conduzirmos a educação e o desenvolvimento sadio deles. É impossível acompanhar de perto este crescimento sem dedicar tempo…

  2. Mel Albuquerque - 20 de junho de 2016

    Concordo plenamente com a Maria. Acho que a gente precisa achar um ponto de equilíbrio entre a quantidade e a qualidade do tempo que passamos com nossos filhos. Não adianta trabalhar em casa e não dar nenhuma atenção pro filhos, assim como também não é legal desaparecer durante a semana e achar que algumas horas de dedicação integral no final de semana irão bastar. É delicado.
    Beijosss

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