Adriana Bechara, mãe aos 42 de parto normal!

Adriana Bechara, mãe aos 42 de parto normal!

Conheci a história da Adriana através de uma amiga que temos em comum. Me encantei e fui atrás de uma entrevista com ela. Quando a vi pela primeira vez algo nela me encantou demais…o olhar. Ela tem o olhar doce que passa muita calma e tranquilidade. Acho que eu não errei, durante a entrevista você vai notar toda a doçura e tranquilidade da Adriana. Mãe aos 42 anos, teve sua bebê de parto normal e está ai para provar que ser mãe depois dos 40 é fora da caixa!

Conheçam a história e se encantem também!

image2 MFC: Quando surgiu vontade de ser mãe?

AB: Bem tarde! Rsrs Aos 36 parei de tomar pílula, mas a vontade mesmo acho que surgiu depois dos 40.

 MFC: Quantos anos você tinha quando engravidou, e como se preparou para a chegada da sua filha?

AB: Tinha 41. Não tive enjoos nem complicações, mas a médica me pediu para parar com os exercícios pelos primeiros três meses. Quando voltei, já tinha perdido o pique, mas tentei fazer exercícios sempre que podia. E nadei até a última semana. Me fez superbem.

 MFC: E a emoção do nascimento da sua filha….conta um pouquinho para a gente.

AB: Ah, queria que fosse normal e estava com uma médica superpreparada para lidar com as adversidades do parto normal sem partir pra cesárea se realmente fosse necessário. Fiz um parto humanizado, mas com todos os recursos possíveis. Vamos lá: ela estava sentada. Dei entrada no hospital dois dias antes para fazer uma versão cefálica com anestesia e chance de virar cesárea. Deu tudo certo. Então partimos para indução lenta. Entrei em trabalho de parto no dia seguinte. Foram quatro horas intensas de contração até tomar uma anestesia suave com cateter (UFA!) que fica liberando um pouquinho cada vez que você pede mais, daí a doula me ajudou com exercícios na bola, agachamentos e etc para o trabalho de parto não parar. A dilatação foi aumentando e três horas depois da anestesia… nasceu!

Sobre a emoção é o seguinte. Minha irmã que foi minha guia em todo o processo me disse uma frase marcante. “Sua história com a sua filha começa no dia do nascimento, como você quer que seja esse começo de uma relação?”. Não idealizei, mas sabia que um parto normal, é sempre mais normal… rsrs. Achei que choraria e etc entretanto na hora que ela nasceu eu fiquei foi realizada, mas estava muito guerreira pra chororo. Simplesmente não rolou choro, mas muita emoção mesmo.

 MFC: A maternidade te surpreendeu em algum aspecto?

AB:  Sim, a maternidade é avassaladora. Mesmo eu que tinha 42 anos quando ela nasceu, estava desejando e acho que preparada, me vi em situações típicas. A responsabilidade é muito grande e me bateram muitos medos durante os primeiros três meses. Agora está melhorando…rsrsrs

MFC:  Eu tive filhos relativamente nova e tenho os meus grilos com isso. Acho que podia ter vivido mais coisas antes da maternidade. Penso que encarar a maternidade com mais maturidade faz com que as coisas sejam mais leves e tranquilas com todos os sentimentos que ser mãe nos traz. Você também pensa assim?

AB: Penso, desde que você tenha feito terapia. Porque ter filho é lidar com a sua criança interna também. Como foi sua infância, sua relação com a sua mãe, tudo isso determina muitos buracos que a gente pode entrar quando vira mãe. A depressão pós-parto é o mais forte indício disso. Não adianta ter filho mais velha, ou mais nova, sem entrar em contato com a sua própria primeira infância. E quem teve problemas aí, terá problemas aqui. Entende?

MFC: Como foi voltar ao trabalho depois da licença? Como ficou seu coração?

AB: Olha, eu amo o que faço e a maternidade também estava me consumindo de certa forma. Não sei se seria boa mãe sem trabalhar. Mas é claro, morro de saudades e procuro manter minha conexão com ela em altíssimo grau. It means: tirar leite todos os dias no banheiro da empresa para manter minha produção e levar pra casa. Além de amamentar. De manhã, de noite e de madrugada.

MFC: E o casamento depois da maternidade? Como tem sido conciliar ser mãe e esposa?

AB: Difícil, viu? Estamos juntos há 15 anos e o distanciamento foi inevitável. Mas já conversamos sobre isso e sabemos que hoje ela é prioridade.

Nosso blog incentiva as mães a curtirem a maternidade, se preocuparem com a educação e formação dos filhos, mas também motiva as mães a não esquecerem das suas vontades e particularidades. Você acha isso importante? O que te faz feliz fora a maternidade?

AB: Mega importante! Porque para culpar esse serzinho de qualquer frustração é um pulo, viu? Eu amo meu trabalho e acho fundamental ter esse meu lado preservado. Tenho certeza que no futuro ela vai curtir muito a mãe que tem.

O que você diria para as mulheres que tem vontade de engravidar mas acham que, com 40 anos, já não tem mais idade para isso?    

AB: Ninguém é obrigado a ser mãe. Mas se escolherem ser, saibam que não é brincar de boneca. Não desistam, porque pode ser a melhor fase da vida para ser mãe. Para mim foi. Sinto que estou plena para atender as demandas de uma criança só agora mesmo. E vejam, não fiz tratamento nenhum. Queria, mas se tivesse que fazer tratamento, não faria. E aconteceu. Acredito que no meu caso foi fé.

 MFC:  Se sua filha fosse…

uma cor: Rá… ela já é! Rosa

um cheiro: jasmin

um sentimento: amor

uma palavra: vida

uma música: A alma e a matéria, de Marisa Monte

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Thaís Vilarinho

Mãe de dois meninos lindos Matheus e Thomás, Fonoaudióloga Clínica. Pratico corrida e Muay Thai. Adoro escrever, viajar, escutar música, ver um bom filme, sair e estar com a família e os amigos. Sou curiosa, adoro conhecer e aprender coisas novas.

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1 Comentário

  1. Mariana - 16 de julho de 2015

    Linda e real entrevista!

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