Tania Khalill é fora da caixa

Tania Khalill é fora da caixa

Tania Khalill atriz, casada com Jairzinho e mãe de duas meninas lindas, Isabella e Laura! Ela e o marido tem um trabalho lindo com músicas voltado para o mundo infantil com o canal no You Tube: Grandes Pequeninos, além disso ele tem um programa no Discovery Kids e fazem apresentações com uma peça que leva o nome “O mundo é grande e pequenino”!

Tania,

Muito Obrigada pelo carinho com o Mãe Fora da Caixa! Um prazer ter você por aqui!

MFC: Como foi a chegada da sua primeira filha? Se surpreendeu com a maternidade?

TK: A chegada da minha primeira filha, Isabela, me surpreendeu muito. Claro que foi algo que eu sempre planejei! É o que eu tinha mais certeza na mina vida, que seria mãe! Ser mãe é uma coisa que eu sempre sonhei! A chegada da Isa foi muito especial. Eu descobri que estava grávida em uma turnê com o Jair no Japão. Foi muito curioso estar do outro lado do mundo e fazer um teste de farmácia (todo em japonês) pra descobrir. Foi o melhor presente da vida, tudo se transforma na hora que a gente descobre a gravidez. A Isa nasceu um pouquinho antes do tempo, assim como a Laura. Eu também nasci antes do tempo, e assim como eu elas também são ansiosas. A Isabela sempre foi um bebê muito fofo e tranquilo. Claro que a nossa dimensão de mundo de mãe muda muito. Muda tudo: os sonhos, os desejos.

MFC: Quais os sentimentos que mais te marcaram?

TK: Acho que o momento que mais me marcou como mãe de primeira viagem foi, sem dúvida alguma o parto. Tive os dois partos normais, e inesquecíveis, aquele momento da chegada do bebê é a maior magia que eu vou guardar para a minha vida.

MFC: E quando veio sua segunda filha? Como foi a adaptação com a mais velha?

TK: Quando veio a Laurinha a Isabela se adaptou muito bem, a gente conversou muito. Como tive que ficar de repouso no fim da gravidez fiquei muito perto da Isa conversando. Eu não podia fazer muito esforço. A gente ficou se “cocorando” muito até a Laura chegar. A Isa é muito de boa, então foi tranquilo, não teve grandes movimentos de ciúmes.

MFC: Como foi para o casamento a chegada das meninas? O que você acha importante para o casal depois do nascimento dos filhos?

TK: O casamento muda muito com a chegada das crianças. Eu estava com o Jair a muito tempo, uns 7 anos. A gente já tinha uma sintonia muito boa. Depois da chegada dos filhos a relação se transforma. A questão de ser namorado fica meio diferente durante um tempo porque tem uma pessoinha que passa a ser o foco de todas as atenções. A época do pós parto, do bebê pequeno é mais conturbado para o casamento, mas em compensação a família floresce, são muitas novidades. Hoje, depois de um tempo (a Isa com 9 e a Laura com 5) acho que já estamos em uma nova etapa da relação. Sendo pais deixamos para trás essa coisa de fazer o que queremos na hora que queremos. O maior exercício da maternidade e da paternidade é: Não estar mais em primeiro plano em tudo.

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MFC: Você tem um trabalho lindo que envolve sua família que é o Grandes Pequeninos. Explica um pouquinho como nasceu essa idéia.

TK: Esse trabalho nasceu com a chegada da Isabela. O Jair começou a compor músicas para o dia a dia dela. Hora do banho, hora de passear com o papai, hora da amamentação. As músicas eram tão legais que eu pedi para ele gravar. O  Grandes Pequeninos I foi um sucesso, concorreu ao Grammy Latino. Depois ficamos em cartaz no teatro durante uns 6 meses: São Paulo e interior. Então eu comecei a fazer uma novela atrás da outra e demos uma parada no Grandes Pequeninos. De uns anos para cá começamos a investir novamente nesse projeto que é para a família, para a criança e o Grandes Pequeninos está em um momento super especial. Temos um canal no you tube que tem mais 15 músicas novas que é o grandes pequeninos II. São músicas para crianças, é menos poético que o primeiro (que é para a chegada do bebê na vida dos pais e toda a transformação decorrente disso). O volume II é muito legal, as crianças adoram. Fala sobre o dia a dia delas, é super animado. Está no aplicativo playkids. Além disso temos um show que é “O mundo é grande e pequenino”. Agora no segundo semestre vamos estrear com as meninas o programa “Os Grandes Pequeninos Chefs”no canal Discovery Kids. O Grandes Pequeninos é um projeto que tem tomado um espaço cada vez maior no meu coração e no do Jair. É um trabalho muito lindo, as músicas tem mensagens muito especais e com valores que acreditamos ser importantes na formação na criança.

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MFC: Seu marido trabalha com música e o “Grandes Pequeninos” é focado nisso. Na sua opinião qual a importância da música na educação e na vida das pessoas?

TK: A gente vê a música como um vetor pedagógico e animado de lazer e de cultura muito especial. Recebemos muitos relatos dos pais de como as músicas dos “grandes pequeninos” ajudam no dia a dia com as crianças. No volume I tinha a música da cadeirinha do carro. O Jair fez essa música porque a hora de colocar minhas filhas na cadeirinha era muito difícil. A música fala de um jeito muito fofo do passeio no carro e da importância da cadeirinha. Recebemos muitas mensagens sobre como essa música ajudou as famílias. Já no volume II tem a música da alimentação, da natureza. A música além de ser um fio condutor de mensagens sem a gente ficar impondo regras, ela fala de um jeito que a criança capta e compreende com muita facilidade além de divertir. E agora com os clipes também é muito bacana, as crianças assistem sobre a natureza, vêem os desenhos animados, a gente reciclando enfim, sem dúvida alguma ajuda as crianças.

MFC: Estímulo as mulheres que são mães a fazerem algo que amam fora a maternidade. Você acha isso importante? Por que?

TK: A minha opinião é que isso é fundamental. Nós mulheres temos que estar toda hora atentas para não esquecermos da nossa função como pessoa,  como mulher, como feminino. A maternidade é sem dúvida o maior presente de ser mulher, mas ela toma muito o nosso tempo, a nossa energia e temos muitas preocupações quando nos tornamos mães. Acho que se a gente esquecer de fazer algo que nos apaixone, fora a maternidade< fica difícil. Eu cresci ouvindo a minha mãe falar da importância de fazermos algo que a gente goste. As vezes quando estou trabalhando muito, teatro no fim de semana, e novela as minhas filhas me questionam: Mamãe você gosta mais do seu trabalho do que da gente? E eu respondo: não, eu amo vocês acima de tudo, mas se eu não fizer o meu trabalho eu não vou ser tão boa mãe quanto eu posso ser. Eu vou ficar nervosa, irritada, vai me faltar algo. Acho que é muito importante fazer algo que a gente ama. Faz a gente ser melhor mãe, melhor esposa, melhor pessoa se a gente está preenchida individualmente, nas nossas profundezas, nas nossas buscas pessoais. Eu me preocupo bastante com as mães que param tudo. Tenho muitas amigas que relatam que sentem falta de fazer algo quando os filhos chegam aos 5, 6 anos. Com essa idade a criança começa a tomar um pouco o seu rumo próprio, já tem mais atividades, já se desprende um pouco. Então elas cometam que fica um buraco e se questionam: o que eu fiz nesse tempo todo? Por isso escolhi esse caminho me sinto melhor mãe assim! Para mim funciona dessa maneira! 

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Thaís Vilarinho

Mãe de dois meninos lindos Matheus e Thomás, Fonoaudióloga Clínica. Pratico corrida e Muay Thai. Adoro escrever, viajar, escutar música, ver um bom filme, sair e estar com a família e os amigos. Sou curiosa, adoro conhecer e aprender coisas novas.

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