Paty – Mãe que não tem medo de mudanças

Paty – Mãe que não tem medo de mudanças

Conheci a Patrícia quando nossos filhos estudavam juntos e tivemos empatia logo de cara. A Paty é uma das pessoas mais sinceras, dedicadas e queridas que eu conheço. Sabe aquela pessoa que sempre te diz a verdade? (seja sobre uma compra, uma atitude ou a cor do esmalte) sempre com muito carinho e cuidado para não magoar.

Sempre digo que a minha vida mudou muito aqui em São Paulo quando à conheci. Descobri coisas novas e me adaptei à cidade.

Hoje sinto muito a falta dela aqui perto, porém a parte boa é que como vou frequentemente para o Rio de Janeiro, acabei conhecendo com ela as delícias que só quem é morador conhece.

Aqui nessa entrevista, ela nos conta um pouquinho como foi a mudança de São Paulo para o Rio de Janeiro com duas crianças pequenas e nos dá dicas incríveis.

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Como foi a adaptação sua e das meninas no Rio de Janeiro?

Recebi a notícia para morar no Rio de Janeiro com muita alegria, já que adorava passar férias e feriados na Cidade Maravilhosa.

Decidi então realizar a mudança em Janeiro, período das férias escolares, pois acreditava que encerrando um ciclo, estaria minimizando o impacto da mudança e do sofrimento do sentimento de perda. Com a seguinte frase em mente: Ano Novo, Cidade Nova! desembarcamos no Rio de Janeiro, no primeiro dia útil do mês de janeiro de 2013. Para mim, a nova cidade foi como um sonho bom. Num cenário maravilhoso, fui acolhida por amigas cariocas, que tornaram minha adaptação divertida e prazerosa.

Para a Bruna, na época com 9 meses, a adaptação se deu sem preocupações, pois a vida social dela se limitava apenas à esfera familiar.

Já para Laura, minha filha mais velha, na época com 4 anos e 9 meses, a adaptação seria um desafio maior, pois ela havia estabelecido suas primeiras amizades em São Paulo.

Mas com uma personalidade extrovertida, facilidade para fazer amizades, e o interesse pelo novo, Laura me surpreendeu positivamente, e se adaptou à  nova escola, que contava com uma grande novidade: A Cultura Judaica.

As tradições e canções judaicas foram grandes aliadas, pois tornaram aquele novo mundo dela mais interessante, por ser diferente de tudo que até então tinha vivido.

Que balanço você faz entre a vida com crianças em São Paulo e  no Rio de Janeiro? Quais dicas você nos daria? 

Eu sinto que a vida com crianças no Rio de Janeiro é mais descontraída que em São Paulo. Por ter um clima mais quente e poucos dias chuvosos, vivemos em maior contato com a natureza e ao ar livre.

Dicas:

Ipabebe, em frente ao hotel Fasano, posto 8, Praia de Ipanema. E uma área cercada, com brinquedos para as crianças, trocador de fraldas, guarda-sol, tudo pé na areia.

Parque dos patins, Lagoa. E o lugar certo para andar de patins, bicicleta, pedalinho, fazer piquenique e muito mais.

E como vocês lidam com a saudade da família que ficou em São Paulo? 

A saudade da minha família, foi, ou melhor, ainda é, o nosso maior desafio, tanto para mim como para a Laura, que até os 3 anos de idade ficava período integral na casa do avó materna, época em que eu trabalhava numa empresa privada.

Tínhamos uma convivência diária, e eles sempre foram muito presentes em nossas vidas. Na tentativa de minimizar esse inevitável, sentimento, viajamos pra São Paulo uma vez por mês.

Quais as atividades preferidas de vocês no final de semana?

Tomar café da manhã na confeitaria Colombo, no Forte de Copacabana, depois fazer Stand Up no posto 6 e pegar uma prainha, em frente ao Sofitel…

Ir à praia de Ipanema, no Ipabebe, depois almoçar no calçadão no Arpoador….

E Andar de bicicleta na Orla…

Que tipo de mãe você se define?

Sou mãe disciplinadora e exigente com minha prole, com limites bem definidos. Mas também sou mãe dedicada, delicada e muito organizada, às vezes peco pelo exagero.

 O que te faz feliz fora da maternidade?

 Estar com pessoas queridas, seja num almoço, num dia de praia ou numa viagem de final de semana.

O que tem a dizer para as mães que, para acompanhar o marido, precisam mudar de cidade ou país?

Acho que toda mudança vem acompanhada de ganhos e perdas.

Perdas que podem ser amenizadas, tendo em mente que os vínculos com a vida atual não serão rompidos, e ganhos de que muitas novidades interessantes nos esperam no novo endereço.

Hoje vejo a mudança de cidade ou país como uma oportunidade de a família se unir, de reavaliar a caminhada da vida e de transformar o medo do desconhecido em curiosidade por novidades.

Dica de Leitura:

ESTAMOS DE MUDANÇA – Um guia para famílias em mudança de casa, de cidade, de país.

Autora: Alicia Macedo.

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Se as meninas fossem:

Filme: Universidade Monstros

Flor: Gérberas

Livro: Eu te amo, Todd Parr (infantil)

Música: Ciranda da Bailarina

Prato: Batatas Fritas

Cor: Verde

Animal: Peixes

Sentimento: Amizade

Local da Cidade: Praia

Tipo de Roupa: Descontraída

Perfume: Alecrim

Sabor: Doce

Palavra: Brincar

Objeto: Lápis de Cor

Tipo de brinquedo: Jogos

Parte do corpo: Olhos

Com o que você sonha para o futuro?

Sonho para minhas filhas que sejam adultas brilhantes, bem sucedidas, que viagem o mundo todo, ou grande parte dele, falem inglês, francês, espanhol e alemão, que se casem com uns 30 anos, tenham filhos e formem uma família linda e feliz.

Mas me sentirei realizada se minhas filhas se tornarem adultas felizes, quaisquer que sejam suas escolhas.

Paty, muito obrigada por compartilhar com o blog e ser essa mãe fora da caixa.

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Thaís Vilarinho

Mãe de dois meninos lindos Matheus e Thomás, Fonoaudióloga Clínica. Pratico corrida e Muay Thai. Adoro escrever, viajar, escutar música, ver um bom filme, sair e estar com a família e os amigos. Sou curiosa, adoro conhecer e aprender coisas novas.

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